Obras em mosteiro de Caminha concluídas em agosto a tempo de romaria secular

As obras de beneficiação do mosteiro de São João de Arga, em Caminha, vão estar concluídas a tempo da romaria secular que decorre na noite de 28 para 29 de agosto, informou hoje o presidente da Câmara Municipal.

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Em declarações à agência Lusa, Miguel Alves disse que a empreitada no templo, classificado desde maio de 2013 como monumento nacional, orçada em 544.500 euros e que conta com uma comparticipação de 85% de fundos comunitários, “vai estar concluída a tempo das festas”.

Segundo o autarca socialista, a intervenção passou “pela conservação e beneficiação da capela, de todo o conjunto construído, desde os albergues até ao espaço do adro, abrangendo também a respetiva envolvente”.

O projeto de execução foi preparado pela autarquia e pela Fábrica da Igreja Paroquial de São João de Arga.

A romaria a São João de Arga, realizada anualmente no final de agosto, é uma das mais tradicionais do calendário festivo minhoto, recebendo milhares de forasteiros.

Isolado em plena serra de Arga, o mosteiro data do século XII e, segundo a classificação do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (Igespar), é “um dos mais importantes testemunhos medievais da região, não obstante a sua pequenez e simplicidade”.

A capela que integra o mosteiro terá sido construída no século XIII, pertencendo ao “românico tardio”, e é “simples e decorativamente despojada”.

O Igespar acrescenta que, em redor daquele templo, para albergar os numerosos romeiros que ali se deslocavam, foi construído, há cerca de 200 anos, um albergue de dois andares, respondendo, “eventualmente, a um crescente desenvolvimento da romaria e da festa em honra a São João”.

A 800 metros de altitude, os romeiros pedem todos os anos a São João cura para quistos, verrugas, doenças de pele e infertilidade, ou mesmo uma ‘ajudinha’ para arranjarem casamento.

Outros procuram a festa pelo característico som de mais de uma centena de tocadores de concertina e cantadores ao desafio que se fazem ouvir em animadas rusgas até altas horas da madrugada.

Alguns romeiros mantêm ainda viva a tradição de ir a pé até ao mosteiro, num percurso que envolve mais de duas dezenas de quilómetros desde o núcleo urbano mais próximo.

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